CLÍNICA LEILANE CATRICALA

A Clínica Leilane Catricala tem foco na dermatologia e medicina estética, projetada como uma Clínica Boutique Premium, pensando em cada detalhe para oferecer excelência aos nossos pacientes.

Atendemos em duas unidades: Vila Nova Conceição, em São Paulo, e São Caetano do Sul - SP. Desde 2019, já são mais de 10.000 procedimentos estéticos e mais de 6.000 consultas médicas realizadas, sempre com o mesmo padrão de cuidado e atenção a cada detalhe.

Nossa equipe médica — formada por dermatologistas, ginecologista e cirurgiã vascular — é amplamente reconhecida em São Paulo e em toda a região do ABC, sob o comando da Dra. Leilane Catricala, médica dermatologista, com atendimento humanizado e focado nos desejos de cada paciente.

Dra. Leilane Catricala, médica dermatologista — CRM-SP 151.911 | RQE (Dermatologia) 73.960

Contamos com equipamentos como o Laser Fotona Dynamis NX, o Fotona Starwalker e o Ultraformer III, trazendo aos nossos pacientes as tecnologias mais avançadas disponíveis no mercado mundial.

Oferecemos tratamentos estéticos modernos para queixas como lifting facial, rejuvenescimento, melasma, manchas, rugas, olheiras e redução de papada, além de procedimentos como preenchimentos e toxinas e lasers como o Fotona 4D.

Visão: acreditamos que envelhecer com qualidade de vida é o futuro.

Missão: promover o bem-estar de nossos pacientes para que se sintam sempre melhores.

Valores: ética e integridade em cada atendimento.

Unidade São Caetano: Rua Monte Alegre, 110 - Bairro Santo Antônio - São Caetano do Sul - SP, CEP 09531-110

Unidade Vila Nova Conceição: R. Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 509 - Bairro Vila Nova Conceição - São Paulo - SP, CEP 04544-001

Contamos com salas de atendimento elegantes e modernas, jardins para relaxar e um Espaço Laser avançado.

Clínica Leilane Catricala

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10 hábitos que podem piorar o melasma sem você perceber

Melasma pode ficar mais evidente mesmo quando existe uma boa intenção de cuidar da pele. O problema nem sempre é a ausência de um clareador potente. Muitas vezes, pequenas falhas na fotoproteção, irritação provocada pela rotina ou interrupções frequentes dificultam o controle. Isso não significa que cada piora seja culpa de quem tem melasma. Trata-se de uma condição crônica influenciada por predisposição genética, luz, hormônios e características individuais. A lista abaixo serve para revisar hábitos — não para procurar culpados. Se quiser aprofundar essa parte, veja também nosso conteúdo sobre causas e gatilhos do melasma. 1. Usar protetor solar apenas em dias ensolarados A radiação ultravioleta chega à pele também em dias nublados e durante pequenas exposições da rotina. Aplicar protetor apenas na praia ou quando o sol parece forte deixa períodos sem proteção. O produto precisa oferecer proteção de amplo espectro e ser compatível com a pele. Chapéu de aba larga, sombra e planejamento dos horários ao ar livre ajudam a reduzir a dependência de uma única medida. 2. Aplicar pouco protetor e esquecer a reaplicação O FPS informado no rótulo depende de uma quantidade padronizada. Uma camada muito fina pode entregar proteção menor do que a esperada. Suor, água, atrito, toalha e passagem das horas também alteram a permanência do produto. A frequência de reaplicação varia conforme exposição e rotina. Em períodos ao ar livre, após nadar ou suar, ela se torna especialmente relevante. No consultório, a orientação pode ser adaptada ao trabalho, maquiagem e tipo de pele. 3. Considerar apenas o FPS e ignorar a luz visível FPS está relacionado principalmente à proteção contra UVB. Para melasma, também importam UVA e, em muitas pessoas, luz visível. Protetores com pigmentos como óxidos de ferro podem acrescentar proteção nessa faixa. Isso não significa que toda pessoa precise usar a mesma cor ou textura. O produto deve combinar proteção e aceitabilidade: se ele não se adapta ao tom de pele ou à rotina, a adesão tende a cair. 4. Confiar apenas no protetor e abandonar barreiras físicas Protetor solar não cria uma barreira absoluta. Chapéu, óculos, sombra, guarda-sol adequado e horários com menor exposição completam a estratégia. Também não é necessário acreditar que um pouco de sol no pé obrigatoriamente escurecerá o rosto. O cuidado deve se concentrar em reduzir a exposição relevante das áreas afetadas e em manter uma rotina coerente, sem regras alarmistas. 5. Continuar usando um produto que arde ou queima Ardência persistente não é prova de eficácia. Inflamação, ressecamento intenso e alteração da barreira podem tornar a pele mais reativa e favorecer hiperpigmentação. Alguns ativos causam adaptação inicial, mas dor, inchaço, crostas, bolhas ou piora progressiva precisam ser avaliados. Insistir por conta própria pode transformar uma irritação evitável em outro problema de pigmentação. 6. Misturar vários ácidos e esfoliantes ao mesmo tempo Combinar retinoide, ácido clareador, esfoliante físico, vitamina C ácida e peeling caseiro não torna o clareamento proporcionalmente mais rápido. Torna mais difícil saber qual produto provocou a reação. Introduzir mudanças de forma organizada permite avaliar tolerância. Em pele sensível, uma rotina mais curta pode ser mais eficiente porque consegue ser mantida. 7. Copiar o tratamento de outra pessoa Duas manchas visualmente parecidas podem ter causas diferentes. Mesmo entre pessoas com melasma confirmado, fototipo, gravidez, uso de hormônios, acne, rosácea e histórico de irritação mudam as escolhas. Medicamentos e fórmulas manipuladas não devem ser compartilhados. O que foi prescrito para uma fase específica também pode não ser apropriado para manutenção prolongada. 8. Parar todos os cuidados assim que a mancha clareia Melhora visível não elimina a predisposição. Quando fotoproteção e manutenção são abandonadas de uma vez, os mesmos estímulos que participavam do quadro continuam presentes. A fase de manutenção costuma ser mais simples do que a fase ativa, mas precisa existir. A dermatologista pode reduzir frequência, substituir ativos e decidir quais medidas permanecem. 9. Tratar qualquer mancha como melasma Melanose solar, marca de acne, dermatite pigmentada e outras condições podem se confundir com melasma. Usar clareador sem diagnóstico pode irritar a pele e atrasar uma avaliação necessária. Uma mancha isolada que cresce, muda, sangra, coça persistentemente ou forma ferida merece exame. Nesses casos, o objetivo não é escolher um cosmético, mas entender o que a lesão representa. 10. Procurar o procedimento mais agressivo sem organizar a rotina Laser, peeling e microagulhamento podem fazer parte de alguns planos, mas intensidade maior não significa resultado melhor. Procedimentos podem gerar inflamação e hiperpigmentação quando não são adequados à pele ou à fase do melasma. Antes de um procedimento, é importante revisar fotoproteção, tolerância, exposição prevista e tratamento domiciliar. A manutenção continuará necessária depois da sessão. O que fazer quando o melasma piora? Evite reagir adicionando vários produtos. Observe o que mudou: exposição solar, viagem, gravidez, hormônios, medicamentos, irritação, novo cosmético ou interrupção do tratamento. Fotografias feitas na mesma iluminação podem ajudar a comparar. Se a piora for persistente, o diagnóstico estiver em dúvida ou a pele estiver inflamada, procure avaliação. O guia de tratamento de melasma explica como fotoproteção, tratamentos tópicos e procedimentos podem ser organizados de forma individualizada. Perguntas rápidas O protetor solar impede qualquer piora? Não. Ele reduz estímulos importantes, mas melasma também é influenciado por predisposição, hormônios e outros fatores. Aplicação adequada e barreiras físicas aumentam a proteção. A pele precisa descamar para o tratamento funcionar? Não. Alguns tratamentos podem causar descamação leve, mas irritação intensa não é requisito de eficácia e pode favorecer escurecimento. Posso usar o clareador de uma amiga? Não é recomendado. A fórmula pode ser inadequada ao diagnóstico, ao fototipo, à sensibilidade, à gravidez ou aos outros produtos utilizados. Protetor com cor substitui maquiagem? Depende da cobertura e da preferência. Algumas fórmulas uniformizam parcialmente o tom; maquiagem pode ser aplicada depois, desde que a sequência e a reaplicação sejam planejadas. Quando devo procurar dermatologista? Quando o diagnóstico não está confirmado, a mancha muda, a rotina provoca irritação, o quadro piora ou os cuidados não produzem controle satisfatório. Referências American Academy of Dermatology. Melasma: self-care. Castanedo-Cazares JP et al. Near-visible light and UV photoprotection in the treatment of melasma: a double-blind randomized trial. Photodermatology, Photoimmunology & Photomedicine. 2014. Chang YF et al. Efficacy and safety of topical agents in the treatment of melasma: a systematic review and meta-analysis. Journal of Cosmetic Dermatology. 2023. Ocampo-Candiani J et al. Latin American consensus on the treatment of melasma. International Journal of Dermatology. 2024. Dra. Leilane Velloni CatricalaMédica DermatologistaCRM-SP 151.911 | RQE Dermatologia 73.960Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Conteúdo informativo. A avaliação médica individual é necessária para diagnóstico e indicação de tratamento.

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Melasma: causas, gatilhos, tipos e por que ele volta

O melasma é uma condição crônica de pigmentação, mais comum no rosto, que produz manchas acastanhadas ou acinzentadas e costuma alternar períodos de melhora e piora. Ele não surge simplesmente porque a pele “produziu melanina demais” em um determinado dia. Existe uma combinação de predisposição genética, exposição à luz, influência hormonal e alterações no próprio ambiente da pele. Essa natureza multifatorial ajuda a explicar uma das maiores frustrações de quem convive com o problema: a mancha pode clarear e voltar a ficar mais evidente meses depois. A recorrência não significa necessariamente que tudo deu errado. Em muitos casos, ela faz parte do comportamento biológico do melasma e mostra por que a manutenção é tão importante quanto a fase inicial do tratamento. O que é melasma? Melasma é uma hiperpigmentação adquirida que aparece principalmente em áreas expostas à luz. No rosto, costuma formar manchas simétricas nas bochechas, testa, região acima dos lábios, nariz e queixo. Mulheres adultas e pessoas com fototipos intermediários ou altos são afetadas com maior frequência, embora homens e pessoas com pele clara também possam apresentar a condição. A melanina é o pigmento que participa da cor da pele e de sua resposta à radiação. Ela é produzida pelos melanócitos e transferida para células chamadas queratinócitos. No melasma, esses melanócitos tendem a ficar mais ativos. Isso é diferente de dizer que existe simplesmente um número maior de melanócitos. Pesquisas também identificam alterações além do pigmento: sinais de dano solar crônico, mudanças na membrana que separa epiderme e derme, aumento de vascularização e participação de células inflamatórias. Por isso, hoje o melasma é compreendido como uma condição mais complexa do que uma mancha exclusivamente superficial. Por que algumas pessoas desenvolvem melasma? Não existe uma única causa. O mais comum é haver uma predisposição sobre a qual diferentes gatilhos atuam. O peso de cada fator muda de pessoa para pessoa e pode variar ao longo da vida. Predisposição genética É frequente encontrar outras pessoas com melasma na mesma família. Isso não significa que a condição será inevitável, mas indica que a pele pode responder de maneira mais intensa a estímulos como radiação e hormônios. Radiação ultravioleta A exposição solar é um dos fatores mais bem estabelecidos. Tanto a radiação UVA quanto a UVB participa de processos que aumentam a pigmentação e favorecem o fotoenvelhecimento. Exposições intensas importam, mas a soma de pequenas exposições diárias também pode interferir no controle. O problema não está apenas em um dia de praia. Deslocamentos, atividades ao ar livre e proximidade frequente de áreas iluminadas pelo sol podem contribuir. Isso torna a fotoproteção diária parte do tratamento, e não um cuidado reservado às férias. Luz visível A faixa de luz que enxergamos também pode estimular pigmentação, especialmente em fototipos mais altos. Por esse motivo, algumas pessoas com melasma recebem orientação para utilizar protetor com pigmentos, como óxidos de ferro, além da proteção contra UVA e UVB. Isso não significa que toda iluminação interna ou toda tela tenha o mesmo impacto do sol. A intensidade e o tipo de exposição são diferentes. O foco deve permanecer em uma estratégia de fotoproteção coerente, sem criar medo de celulares e computadores. Gravidez e outros fatores hormonais O melasma pode começar ou se tornar mais aparente durante a gravidez, razão pela qual já foi chamado de “máscara da gestação”. Anticoncepcionais e outras exposições hormonais também podem estar associados ao início ou à piora em algumas pessoas. A presença dessa associação não autoriza interromper anticoncepcional, reposição hormonal ou qualquer medicamento por conta própria. A decisão precisa considerar o motivo do tratamento e deve ser discutida com os profissionais responsáveis. Irritação e inflamação Ardência, descamação intensa e inflamação provocadas por cosméticos ou procedimentos podem favorecer escurecimento, sobretudo em peles com maior tendência à hiperpigmentação. Uma rotina mais agressiva não é necessariamente mais eficaz. Quando a barreira cutânea está irritada, insistir em vários ácidos, esfoliantes e clareadores ao mesmo tempo pode dificultar o tratamento. O plano precisa equilibrar ação despigmentante e tolerabilidade. O calor piora o melasma? Muitas pessoas percebem as manchas mais evidentes em períodos quentes ou após fontes intensas de calor. Há hipóteses relacionadas à inflamação e à vascularização, mas a evidência clínica sobre calor isoladamente é menos consolidada do que a existente para radiação ultravioleta e luz visível. Na prática, vale observar padrões individuais sem atribuir toda piora à temperatura. Calor e exposição solar frequentemente acontecem juntos, o que torna difícil separar seus efeitos. Existem tipos diferentes de melasma? O melasma pode ser descrito pela distribuição das manchas. O padrão centrofacial envolve testa, nariz, região acima dos lábios e queixo; o padrão malar predomina nas bochechas; e o mandibular aparece próximo à linha da mandíbula. Também é tradicionalmente classificado como epidérmico, dérmico ou misto, de acordo com a localização predominante do pigmento. Essa divisão pode ajudar na avaliação, mas não transforma o melasma em três doenças perfeitamente separadas. Em uma mesma pessoa podem existir pigmento em diferentes profundidades e outros componentes, como alterações vasculares e dano solar. Lâmpada de Wood e dermatoscopia podem acrescentar informações ao exame, embora nenhuma avaliação isolada consiga prever com certeza a resposta a um tratamento. Por que o melasma volta? O tratamento consegue reduzir a atividade pigmentária e clarear as manchas, mas não elimina permanentemente a predisposição. Depois da melhora, a pele continua exposta à luz, variações hormonais, irritação e outros estímulos cotidianos. Além disso, tratamentos que clareiam o pigmento existente não necessariamente corrigem todos os mecanismos envolvidos. Essa é uma das razões pelas quais os melhores resultados costumam depender de uma combinação entre fotoproteção, tratamento domiciliar, acompanhamento e, em situações selecionadas, procedimentos. Revisões sistemáticas mostram que diferentes opções podem melhorar o melasma, mas as taxas de recorrência permanecem relevantes. O objetivo mais realista é obter controle consistente, reduzir contrastes e prolongar períodos de estabilidade. Melasma, mancha solar e marca de acne são a mesma coisa? Não. Melanoses solares costumam formar manchas mais delimitadas relacionadas ao acúmulo de exposição solar. A hiperpigmentação pós-inflamatória aparece depois de acne, dermatite, queimadura ou outro processo inflamatório. Certos medicamentos, doenças e alterações hormonais também podem causar mudanças de pigmentação. Até mesmo lesões que exigem investigação podem ser confundidas com uma “mancha comum”. Por isso, o diagnóstico vem antes do clareador ou do laser. Uma página sobre tratamento de melasma pode explicar as possibilidades, mas não substitui o exame da pele. Como o diagnóstico é feito? Na maioria dos casos, a dermatologista reconhece o padrão pelo histórico e pelo exame clínico. Ela observa distribuição, simetria, tonalidade, tempo de evolução, gatilhos, tratamentos anteriores, medicamentos, gravidez, anticoncepcionais e sinais de irritação. A dermatoscopia e a lâmpada de Wood podem ser utilizadas para avaliar características do pigmento e diagnósticos diferenciais. Biópsia não é rotina, mas pode ser considerada quando a apresentação é incomum ou existe dúvida diagnóstica. Quando uma mancha precisa de atenção mais rápida? Melasma costuma produzir áreas planas, bilaterais e relativamente simétricas. Uma lesão isolada que cresce, muda de formato ou cor, sangra, forma ferida, dói ou coça persistentemente merece avaliação. Esses sinais não significam automaticamente algo grave, mas não devem ser tratados apenas como melasma sem diagnóstico. O que ajuda a manter o melasma controlado? A base é uma estratégia possível de sustentar. Ela pode incluir proteção solar de amplo espectro, proteção contra luz visível quando indicada, barreiras físicas, rotina gentil e medicamentos tópicos escolhidos conforme fototipo, sensibilidade, gravidez, histórico e fase do tratamento. Procedimentos como peelings, microagulhamento, laser e outras tecnologias podem ser considerados em determinados casos. Eles não são obrigatórios nem equivalentes entre si. Parâmetros inadequados ou inflamação excessiva podem piorar a pigmentação, especialmente em peles predispostas. No guia completo sobre tratamento de melasma, reunimos os objetivos e as limitações das principais abordagens, incluindo como tecnologias disponíveis na clínica podem entrar em um plano individualizado. Perguntas frequentes sobre melasma Melasma tem cura? Não existe uma cura definitiva reconhecida. O melasma pode clarear e permanecer estável por períodos prolongados, mas mantém tendência à recorrência. Por isso, controle e manutenção fazem parte do planejamento. Melasma aparece apenas no rosto? O rosto é a localização mais comum. Algumas pessoas apresentam pigmentação compatível em outras áreas expostas, como pescoço e braços, mas manchas fora do padrão devem ser avaliadas para excluir outras causas. Quem tem pele clara pode desenvolver melasma? Sim. A condição é mais frequente em fototipos intermediários e altos, mas também pode ocorrer em pessoas de pele clara. Homens podem ter melasma? Sim. A frequência é menor em homens, mas o diagnóstico e a necessidade de investigar fatores associados continuam relevantes. Melasma da gravidez desaparece depois do parto? Pode clarear após a gestação, mas isso não ocorre em todas as pessoas. Tratamentos durante gravidez e amamentação exigem seleção específica e orientação médica. Luz do celular causa melasma? A luz visível pode participar da pigmentação, mas a exposição solar tem intensidade muito maior do que a emitida por telas no uso habitual. Não há motivo para substituir fotoproteção adequada por medo de celular ou computador. Protetor solar sem cor funciona? Ele pode oferecer boa proteção contra UVA e UVB quando escolhido e aplicado corretamente. Para pessoas com melasma, fórmulas com pigmentos, como óxidos de ferro, podem acrescentar proteção contra luz visível. A escolha precisa também ser confortável para permitir uso consistente. Quanto tempo leva para o melasma clarear? O tempo varia conforme intensidade, profundidade do pigmento, gatilhos, tolerância, tratamento e adesão. A melhora costuma ser gradual; promessas de clareamento completo em prazo fixo não são realistas. Laser sempre melhora o melasma? Não. Lasers podem ser úteis em casos selecionados, geralmente integrados a outras medidas, mas também podem provocar irritação, hiperpigmentação e recorrência. A indicação e os parâmetros dependem da avaliação. Referências Ocampo-Candiani J et al. Latin American consensus on the treatment of melasma. International Journal of Dermatology. 2024. Passeron T et al. Melasma: the need for tailored photoprotection to improve clinical outcomes. Photodermatology, Photoimmunology & Photomedicine. 2022. Rusu A et al. Melasma treatment: a systematic review. Journal of Dermatological Treatment. 2022. American Academy of Dermatology. Melasma: self-care. Dra. Leilane Velloni CatricalaMédica DermatologistaCRM-SP 151.911 | RQE Dermatologia 73.960Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Conteúdo informativo. A avaliação médica individual é necessária para diagnóstico e indicação de tratamento.

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Tratamento de melasma: avaliação, rotina, peelings e tecnologias a laser

O tratamento do melasma costuma funcionar melhor quando combina três frentes: proteção contra os estímulos que mantêm a pigmentação, medicamentos ou ativos escolhidos para aquela pele e, quando existe indicação, procedimentos realizados em consultório. Não há um protocolo único nem uma tecnologia obrigatória. Antes de clarear uma mancha, é preciso confirmar que ela realmente é melasma. Depois do diagnóstico, o plano considera fototipo, sensibilidade, gravidez ou amamentação, uso de hormônios, tratamentos anteriores, rotina diária e tendência a hiperpigmentação. O objetivo é obter controle progressivo com o menor grau possível de irritação. O que é melasma? Melasma é uma condição crônica e recorrente caracterizada por manchas castanhas ou acinzentadas, geralmente simétricas, em áreas expostas à luz. Bochechas, testa, nariz, região acima dos lábios e queixo estão entre as regiões mais comuns. A predisposição genética, a radiação ultravioleta, a luz visível e fatores hormonais participam do processo. A pele com melasma também pode apresentar alterações relacionadas à inflamação, vascularização e dano solar. Isso explica por que simplesmente remover pigmento superficial nem sempre produz controle duradouro. O pilar vascular do melasma O melasma não envolve apenas aumento de pigmento. Estudos que compararam a pele afetada com a pele ao redor encontraram maior número e calibre de vasos dérmicos nas áreas de melasma. As células do endotélio vascular também liberam mediadores, como a endotelina-1, capazes de estimular a atividade dos melanócitos. Esse componente pode se manifestar como vermelhidão ou pequenos vasos visíveis, mas também pode ser discreto e percebido apenas durante a avaliação dermatológica ou a dermatoscopia. Ele não tem a mesma importância em todas as pessoas e não deve ser considerado a única causa da doença. É um dos pilares que interagem com ativação dos melanócitos, inflamação, alterações da membrana basal e fotoenvelhecimento. Para compreender esses mecanismos com mais profundidade, consulte o conteúdo sobre causas, gatilhos e recorrência do melasma. Nem toda mancha marrom no rosto é melasma Manchas solares, hiperpigmentação depois da acne, dermatites, pigmentação provocada por medicamentos e outras doenças podem se parecer com melasma. Algumas pessoas apresentam mais de um tipo de mancha ao mesmo tempo. A distinção muda o tratamento. Um laser adequado para uma melanose solar isolada, por exemplo, não deve ser automaticamente aplicado em uma área de melasma. Da mesma forma, usar clareador em uma lesão que ainda não foi diagnosticada pode atrasar uma investigação necessária. Sinais que merecem avaliação Melasma costuma ser plano, relativamente simétrico e evoluir gradualmente. Procure avaliação diante de uma lesão isolada ou muito diferente das demais, crescimento rápido, mudança de formato ou cor, sangramento, ferida que não cicatriza, dor ou coceira persistente. Esses sinais não definem um diagnóstico por si mesmos, mas indicam que a mancha não deve ser tratada apenas com cosméticos. Como é feita a avaliação dermatológica? A consulta começa pelo histórico: quando as manchas surgiram, se pioraram na gravidez ou com hormônios, quanto sol a pele recebe, quais produtos já foram usados e como ela reagiu. Ardência, descamação e efeito rebote ajudam a entender a tolerância. O exame avalia distribuição, tonalidade, simetria, fototipo e sinais de outras doenças. Dermatoscopia e lâmpada de Wood podem fornecer informações adicionais. Fotografias padronizadas, quando autorizadas e realizadas de maneira adequada, ajudam a comparar a evolução sem depender apenas da memória ou da iluminação do dia. A avaliação também define um objetivo realista. Para algumas pessoas, a prioridade é clarear uma piora recente; para outras, é reduzir recaídas e construir uma rotina mais simples. O tratamento precisa caber na vida cotidiana para ser mantido. Os pilares do tratamento de melasma 1. Fotoproteção diária Fotoproteção não é apenas um complemento. Ela reduz o estímulo que mantém a produção de pigmento e ajuda a preservar o resultado obtido com outras medidas. De modo geral, procura-se um protetor de amplo espectro, com FPS adequado e textura que permita aplicar a quantidade necessária. Para muitas pessoas com melasma, protetores com cor e pigmentos como óxidos de ferro acrescentam proteção contra luz visível. Chapéu de aba larga, sombra e planejamento dos horários de exposição completam a estratégia. A fórmula ideal depende de oleosidade, acne, sensibilidade, tom de pele, maquiagem e rotina. Um produto tecnicamente interessante, mas desconfortável a ponto de não ser utilizado, dificilmente sustentará o tratamento. 2. Rotina gentil e controle da irritação A pele não precisa descamar intensamente para clarear. Limpeza agressiva, esfoliação frequente e combinação improvisada de vários ácidos podem causar inflamação e favorecer hiperpigmentação. Uma rotina pode ser simples: limpeza compatível com a pele, tratamento prescrito, hidratação quando necessária e fotoproteção. O número de produtos é menos importante do que a função e a tolerabilidade de cada um. 3. Tratamentos tópicos Hidroquinona e combinações contendo hidroquinona, retinoide e corticosteroide estão entre as opções mais estudadas. Outros ativos utilizados em situações específicas incluem ácido azelaico, ácido tranexâmico tópico, cisteamina, ácido kójico, niacinamida e derivados da vitamina C. Essas substâncias não são intercambiáveis. Potencial de irritação, fase do tratamento, histórico de alergia, gestação, amamentação e outros medicamentos influenciam a escolha. Algumas exigem prescrição e acompanhamento, e o uso prolongado ou inadequado pode trazer efeitos adversos. 4. Tratamentos sistêmicos em casos selecionados O ácido tranexâmico por via oral tem estudos mostrando redução da intensidade do melasma, mas seu uso dermatológico é individualizado e exige avaliação de riscos. Histórico pessoal e familiar de trombose, alterações de coagulação, uso de hormônios e outras condições precisam ser considerados. Ele não deve ser comprado ou iniciado a partir de uma recomendação encontrada na internet. Benefício possível não elimina contraindicações nem substitui acompanhamento. 5. Abordagem coadjuvante do componente vascular Quando o exame indica que o pilar vascular é relevante, a dermatologista pode incluir estratégias direcionadas a esse componente. A proposta não é apenas remover o pigmento já formado, mas também abordar uma das vias fisiopatológicas que podem estimular e sustentar a melanogênese. Esse tratamento é coadjuvante: não substitui fotoproteção, rotina domiciliar nem manutenção. A tecnologia e os parâmetros precisam ser escolhidos conforme os vasos observados, o fototipo, a atividade do melasma e o risco de inflamação. A evidência clínica é promissora para pacientes selecionados, mas ainda não sustenta tratar o componente vascular da mesma maneira em todos os casos. Quando procedimentos podem entrar no plano? Procedimentos são considerados quando há uma indicação clara e a base do tratamento está organizada. Eles podem ajudar no clareamento ou na entrega de ativos, mas também podem provocar inflamação, hiperpigmentação pós-inflamatória e recorrência. Peelings químicos Peelings utilizam agentes químicos para promover renovação controlada da pele. O tipo de substância, concentração, tempo de contato e intervalo variam. Procedimentos superficiais podem ser associados ao tratamento domiciliar, mas não substituem fotoproteção e manutenção. Pele irritada, exposição solar recente e determinadas condições clínicas podem exigir adiamento. Peelings caseiros ou produtos de origem desconhecida aumentam o risco de queimadura e escurecimento. Microagulhamento e técnicas de entrega de ativos O microagulhamento cria microcanais controlados e tem sido estudado isoladamente e como forma de facilitar a entrega de substâncias. Os resultados variam conforme técnica, ativo utilizado e características da pele. Profundidade excessiva, assepsia inadequada ou produto impróprio para aplicação intradérmica podem causar complicações. O fato de um cosmético ser seguro sobre a pele não significa que possa ser introduzido por microcanais. PRP: plasma rico em plaquetas O PRP é preparado a partir do sangue da própria pessoa para concentrar plaquetas e mediadores envolvidos na reparação tecidual. No melasma, ele tem sido estudado por microinjeções intradérmicas e em associação ao microagulhamento ou a outros tratamentos. A Clínica Leilane Catricala realiza PRP e pode incluí-lo como coadjuvante em planos individualizados. Alguns estudos clínicos observaram redução dos escores de melasma e maior satisfação quando o PRP foi associado a tratamentos de base. Os protocolos, as formas de preparo e as técnicas de aplicação, entretanto, variam entre os estudos. Por isso, o PRP não deve ser apresentado como substituto da fotoproteção ou das terapias tópicas. Uma revisão recente não encontrou superioridade global consistente sobre outras abordagens e destacou a heterogeneidade das evidências disponíveis. Dor, vermelhidão, inchaço, pequenos hematomas e hiperpigmentação pós-inflamatória estão entre os possíveis eventos; preparo adequado e técnica asséptica são indispensáveis. Laser e tecnologias baseadas em luz Alguns lasers podem ser incorporados ao tratamento, especialmente quando a dermatologista identifica um objetivo compatível e consegue ajustar os parâmetros ao fototipo. A literatura mostra benefício em grupos selecionados, muitas vezes quando o procedimento é associado a tratamento tópico e fotoproteção. Ao mesmo tempo, laser não é uma escolha automática para todo melasma. Energia excessiva ou inflamação podem piorar a pigmentação. Recorrência continua possível, e diferentes equipamentos não devem ser tratados como equivalentes. Quando há vermelhidão ou vasos dilatados associados às manchas, tecnologias com alvo vascular podem ser combinadas a abordagens dirigidas ao pigmento. Estudos clínicos pequenos sugerem que essa associação pode acrescentar benefício justamente no subgrupo em que a dermatoscopia identifica capilares mais evidentes. A seleção cuidadosa continua essencial, pois também há possibilidade de hiperpigmentação de rebote. A Clínica Leilane Catricala dispõe do Fotona StarWalker e informa utilizar o protocolo MaQX Clear em planos para distúrbios pigmentares. O sistema oferece comprimentos de onda e modos de pulso que podem ser configurados para diferentes alvos. A presença do equipamento, porém, não define a indicação: o diagnóstico, o fototipo, a atividade do melasma e a resposta a tratamentos anteriores vêm primeiro. Comparação das principais abordagens Abordagem Objetivo Quando pode ser considerada Limitações e cuidados Fotoproteção Reduzir estímulos da radiação UV e, com pigmentos adequados, da luz visível Em todas as fases do controle Depende de quantidade, reaplicação, conforto e associação com barreiras físicas Tratamentos tópicos Modular produção e distribuição do pigmento Como base da fase ativa ou da manutenção Podem irritar; seleção muda na gravidez, amamentação e pele sensível Tratamento sistêmico Atuar em mecanismos associados ao melasma Em casos selecionados após avaliação clínica Pode ter contraindicações e efeitos sistêmicos; não é automedicação Peelings Promover renovação controlada e auxiliar no clareamento Como complemento em pele preparada Podem irritar ou provocar hiperpigmentação; exigem parâmetros individualizados Microagulhamento Estimular remodelação e, em protocolos específicos, facilitar entrega de ativos Em combinações selecionadas Resultado depende da técnica; há risco de inflamação e pigmentação PRP Atuar como coadjuvante por meio de mediadores autólogos relacionados à reparação tecidual Em planos individualizados, associado a outras modalidades Protocolos e evidências são heterogêneos; aplicação pode causar dor, hematomas, inflamação e pigmentação Laser e luz Abordar pigmento ou outros componentes definidos na avaliação Em pacientes e fases cuidadosamente selecionados Não eliminam recorrência e podem piorar a mancha se mal indicados ou parametrizados Abordagem vascular coadjuvante Atuar sobre vasos e sinais endoteliais associados à melanogênese Quando exame ou dermatoscopia mostram componente vascular relevante Não é indicada de forma uniforme; exige tecnologia, parâmetros e fototipo cuidadosamente selecionados Como são definidas as sessões e a manutenção? Não existe um número universal de sessões. A decisão depende do procedimento, da extensão e atividade do melasma, do fototipo, da resposta da pele e dos cuidados domiciliares. O plano pode ser ajustado ao longo do acompanhamento. Manutenção não significa repetir indefinidamente tudo o que foi usado na fase inicial. Em geral, busca-se reduzir a intensidade do tratamento sem abandonar fotoproteção e controle dos gatilhos. Reavaliações permitem trocar ativos, fazer pausas e decidir se um procedimento ainda faz sentido. Expectativas realistas Melasma tende a clarear gradualmente. A resposta não é igual entre as pessoas nem uniforme em todas as regiões do rosto. Iluminação, maquiagem, bronzeamento e câmera do celular também alteram a percepção das manchas, motivo pelo qual fotografias padronizadas são úteis. O objetivo não deve ser perseguir uma pele sem qualquer variação de cor por meio de irritação contínua. Um bom resultado combina melhora visível, preservação da barreira cutânea e uma rotina que possa ser mantida. Perguntas frequentes sobre tratamento de melasma Melasma tem cura definitiva? Não existe cura definitiva reconhecida. É possível clarear as manchas e alcançar períodos de estabilidade, mas a predisposição e a possibilidade de recorrência permanecem. Qual é o melhor tratamento para melasma? Não há uma única opção superior para todas as pessoas. Fototipo, profundidade do pigmento, sensibilidade, gravidez, gatilhos e tratamentos anteriores determinam a combinação mais adequada. Laser pode tratar melasma? Pode ser considerado em casos selecionados, geralmente como parte de um plano que também inclui fotoproteção e tratamento domiciliar. Laser mal indicado ou com parâmetros inadequados pode causar irritação, hiperpigmentação e piora. O Fotona StarWalker é indicado para qualquer melasma? Não. O Fotona StarWalker é uma das ferramentas disponíveis na clínica, mas sua indicação depende do diagnóstico, fototipo, atividade da condição, histórico e avaliação médica. O componente vascular precisa ser tratado em todo melasma? Não. A relevância desse pilar varia entre os pacientes. A abordagem vascular pode ser acrescentada como coadjuvante quando o exame mostra vermelhidão, vasos dilatados ou outros achados compatíveis, sempre dentro de um plano que também controle pigmentação, exposição à luz e inflamação. PRP pode ajudar no tratamento do melasma? Pode ser considerado como coadjuvante em casos selecionados. Estudos clínicos mostram resultados promissores, mas ainda existe variação importante entre protocolos e não foi demonstrada superioridade consistente sobre as opções já estabelecidas. A indicação depende do plano completo e da avaliação dermatológica. Quantas sessões são necessárias? O número e o intervalo variam conforme a modalidade escolhida e a resposta individual. A quantidade não deve ser definida antes de avaliar a pele e estabelecer o plano. Posso tratar melasma no verão? Algumas estratégias podem ser mantidas ou adaptadas no verão. A escolha de ativos e procedimentos considera exposição solar prevista, capacidade de fotoproteção e risco de irritação. Como tratar melasma durante a gravidez? Gravidez exige seleção específica de produtos e procedimentos. Muitos tratamentos usados fora da gestação não são apropriados nesse período. A orientação deve ser alinhada entre dermatologista e obstetra. Protetor com cor é obrigatório? Não é uma regra idêntica para todos, mas pigmentos como óxidos de ferro podem acrescentar proteção contra luz visível. A dermatologista pode ajudar a encontrar uma formulação adequada ao tom, ao tipo de pele e à rotina. Ácido tranexâmico oral é seguro? Ele pode ser considerado para pacientes selecionados, mas tem contraindicações e possíveis efeitos adversos. A decisão exige avaliação do risco trombótico, medicamentos, hormônios e histórico clínico. Quanto custa o tratamento de melasma? O investimento varia conforme o diagnóstico e a combinação indicada, que pode envolver produtos domiciliares, consultas e procedimentos. A clínica informa valores depois de definir as possibilidades adequadas ao caso. Agende uma avaliação dermatológica O tratamento ideal depende do diagnóstico, do tipo de pele e das características das manchas. Nas unidades da Clínica Leilane Catricala em Vila Nova Conceição e São Caetano do Sul, a avaliação dermatológica permite organizar uma estratégia individualizada e acompanhar a resposta ao longo do tempo. Agendar avaliação em Vila Nova Conceição Agendar avaliação em São Caetano do Sul Falar com a equipe Referências Ocampo-Candiani J et al. Latin American consensus on the treatment of melasma. International Journal of Dermatology. 2024. Chang YF et al. Efficacy and safety of topical agents in the treatment of melasma: a systematic review and meta-analysis. Journal of Cosmetic Dermatology. 2023. Calacattawi R et al. Tranexamic acid as a therapeutic option for melasma management: systematic review and meta-analysis. Journal of Dermatological Treatment. 2024. Ma W et al. Efficacy and safety of laser-related therapy for melasma: a systematic review and network meta-analysis. Journal of Cosmetic Dermatology. 2023. Kim EH et al. The vascular characteristics of melasma. Journal of Dermatological Science. 2007. Kong SH et al. Treatment of melasma with pulsed-dye laser and 1,064-nm Q-switched Nd:YAG laser: a split-face study. Annals of Dermatology. 2018. Bikash C et al. Role of platelet-rich plasma therapy as an adjuvant in treatment of melasma. Dermatologic Surgery. 2022. Sirithanabadeekul P et al. Platelet-rich plasma treatment for melasma: a pilot study. Journal of Cosmetic Dermatology. 2020. Ma C et al. The efficacy and safety of platelet-rich plasma in the treatment of melasma: a systematic review and meta-analysis. Aesthetic Plastic Surgery. 2026. American Academy of Dermatology. Melasma: diagnosis and treatment. Dra. Leilane Velloni CatricalaMédica DermatologistaCRM-SP 151.911 | RQE Dermatologia 73.960Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Conteúdo informativo. A avaliação médica individual é necessária para diagnóstico e indicação de tratamento.

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Protetor solar para pele oleosa: como proteger sem piorar a acne?

Quem tem pele oleosa ou acneica frequentemente encontra o mesmo problema: sabe que precisa usar protetor solar, mas teme que o produto aumente o brilho, deixe uma sensação pesada ou favoreça o aparecimento de cravos e espinhas. Eu costumo explicar que o protetor solar não precisa ser inimigo da pele oleosa. Quando a fórmula e a textura são compatíveis com a pele, ele pode ser usado diariamente sem transformar o rosto em uma superfície pegajosa. Além de ajudar na prevenção do câncer de pele e do fotoenvelhecimento, a fotoproteção é importante para evitar o escurecimento das marcas que permanecem depois da acne. O desafio não é encontrar um produto que “seque” completamente a pele. É escolher uma proteção de amplo espectro, confortável e que você consiga aplicar na quantidade adequada. Um protetor muito seco, mas que esfarela ou irrita, também pode comprometer a rotina. Por que a pele oleosa também precisa de protetor solar? A oleosidade é produzida pelas glândulas sebáceas e não funciona como proteção suficiente contra a radiação ultravioleta. Uma pele com brilho pode sofrer queimaduras, fotoenvelhecimento, alterações pigmentares e câncer de pele da mesma forma que outros tipos de pele. A exposição solar também pode tornar mais evidentes as marcas escuras deixadas pelas espinhas, conhecidas como hiperpigmentação pós-inflamatória. Por isso, proteger a pele faz parte tanto da prevenção dos danos solares quanto do cuidado com as consequências da acne. A American Academy of Dermatology recomenda que pessoas com pele oleosa ou tendência à acne procurem no rótulo expressões como “não comedogênico” ou “não obstrui os poros”. Protetor solar causa acne? Não é correto afirmar que todo protetor solar provoca acne. Algumas fórmulas podem ser desconfortáveis ou inadequadas para determinada pessoa, mas o surgimento de espinhas depende de vários fatores: predisposição, alterações hormonais, cosméticos, medicamentos, atrito, suor e o próprio tratamento da acne. Quando um produto parece piorar o quadro, observo a fórmula completa e a rotina. Às vezes, o problema está na combinação de várias camadas — hidratante, sérum, protetor e maquiagem — ou na remoção inadequada no final do dia. Também pode existir irritação confundida com acne. O que significa “não comedogênico”? Um produto não comedogênico é formulado ou testado com o objetivo de reduzir a chance de obstruir os poros. Essa indicação é útil para peles acneicas, mas não representa garantia absoluta de que nenhuma pessoa terá cravos ou espinhas. A resposta varia conforme a pele e o conjunto dos ingredientes. Se um protetor indicado como não comedogênico provoca ardência, lesões ou piora persistente, não é preciso insistir apenas por causa do rótulo. Vale rever a escolha com a dermatologista. Como escolher a textura para pele oleosa? Texturas fluidas, em gel, gel-creme ou sérum costumam ser mais bem aceitas por quem não gosta de sensação pesada. Acabamentos descritos como toque seco, matte ou controle de brilho também podem aumentar o conforto. Entretanto, textura leve não é sinônimo automático de melhor proteção. O produto precisa oferecer proteção de amplo espectro contra UVA e UVB, ter fator de proteção solar adequado e ser aplicado em quantidade suficiente. Se houver suor intenso, atividade física ou contato com água, a resistência à água passa a ser relevante. Na prática, o melhor protetor é aquele que combina segurança, proteção e possibilidade real de uso diário. Um produto excelente no papel, mas que você evita por causa do acabamento, dificilmente será utilizado de forma correta. Qual FPS escolher? Para a rotina facial, prefiro orientar protetor de amplo espectro com FPS 30 ou superior, ajustando a escolha conforme fototipo, histórico de manchas, exposição diária, tratamentos em andamento e condições dermatológicas. O FPS está relacionado principalmente à proteção contra UVB, mas a proteção UVA também precisa ser observada no rótulo. Um número alto de FPS não autoriza usar pouca quantidade nem permanecer indefinidamente ao sol. Protetor com cor ou sem cor? Os dois podem fazer parte da rotina. O protetor sem cor costuma agradar quem deseja acabamento transparente e maior facilidade para reaplicar. Já as versões com cor podem uniformizar o tom e acrescentar proteção contra parte da luz visível quando contêm pigmentos adequados. Essa proteção adicional pode ser especialmente interessante para pessoas com melasma ou tendência à hiperpigmentação. O desafio é encontrar uma tonalidade compatível e aplicar quantidade suficiente, sem transformar o protetor em apenas uma maquiagem leve. Para aprofundar essa escolha, veja nosso conteúdo sobre protetor solar com ou sem cor. Como aplicar sem deixar a pele pesada? Comece com a pele limpa e espere cada etapa da rotina acomodar antes de aplicar a próxima. Se o protetor já oferece hidratação suficiente, algumas peles oleosas podem não precisar de outro hidratante pela manhã. Isso depende da fórmula e dos tratamentos utilizados. Distribua o protetor em pontos do rosto e espalhe de maneira uniforme, incluindo orelhas, linha do cabelo, pescoço e áreas próximas à mandíbula. Aplicar uma quantidade muito pequena para manter o efeito matte reduz a proteção entregue na prática. Se houver esfarelamento, teste menos camadas, aguarde um intervalo entre os produtos e evite friccionar repetidamente. O esfarelamento costuma estar relacionado à interação entre fórmulas, e não necessariamente à falta de qualidade de um único produto. Quando e como reaplicar? A necessidade de reaplicação depende da exposição. Em situações ao ar livre, a recomendação geral é reaplicar aproximadamente a cada duas horas e depois de nadar, suar intensamente ou se secar com toalha. No cotidiano em ambiente interno, o planejamento pode considerar deslocamentos, proximidade de janelas, horário e intensidade da exposição. Protetores em pó ou bastão podem ajudar nos retoques, mas é difícil garantir que eles forneçam sozinhos a quantidade necessária como primeira aplicação. Eu os considero recursos de conveniência, não substitutos automáticos de uma camada inicial uniforme. Como combinar o protetor com o tratamento da acne? Alguns tratamentos para acne podem causar ressecamento, descamação ou sensibilidade. Nesses casos, escolher apenas o protetor mais matificante pode piorar o desconforto. A pele pode ser oleosa e, ao mesmo tempo, estar desidratada ou com a barreira sensibilizada. A rotina precisa equilibrar limpeza, tratamento, hidratação e proteção. Medicamentos tópicos devem ser usados conforme orientação, e não é recomendado suspender ou aumentar a frequência por conta própria. Se houver ardência persistente, descamação intensa ou piora das lesões, a estratégia precisa ser revista. Você também pode consultar nosso artigo sobre skincare para peles oleosas. Erros comuns que aumentam o desconforto lavar o rosto muitas vezes ao dia para tentar eliminar todo o óleo; usar sabonetes muito agressivos; dispensar hidratação mesmo quando a pele está sensibilizada; aplicar pouco protetor para evitar brilho; combinar várias fórmulas sem observar a compatibilidade; dormir com protetor e maquiagem; trocar de produto a cada poucos dias, sem tempo para avaliar a adaptação; espremer as espinhas e aumentar o risco de marcas. A orientação da American Academy of Dermatology para pele oleosa reforça cuidados como limpeza suave, uso de produtos não comedogênicos e evitar esfregar a pele. Perguntas frequentes Qual é o melhor protetor solar para pele oleosa? Não existe um único produto melhor para todas as pessoas. Procure proteção de amplo espectro, FPS 30 ou superior, indicação não comedogênica e textura confortável. Sensibilidade, acne, melasma, tonalidade da pele e exposição diária influenciam a escolha. Protetor solar oil-free é sempre não comedogênico? Não necessariamente. “Oil-free” indica ausência de determinados óleos na formulação, enquanto “não comedogênico” se refere à intenção de não obstruir os poros. São características relacionadas, mas não equivalentes. Protetor solar pode aumentar cravos? Uma fórmula inadequada ou a combinação de várias camadas pode contribuir para obstrução em algumas pessoas. Porém, cravos também fazem parte da acne e podem surgir por outros fatores. Observe a evolução e procure avaliação se a piora persistir. FPS 30 é suficiente para o rosto? O FPS 30 ou superior é uma referência geral, mas a indicação pode mudar conforme exposição, fototipo, manchas, histórico médico e tratamentos. A quantidade aplicada e a reaplicação são tão importantes quanto o número. Quem tem acne deve usar protetor com cor? Pode usar, desde que a fórmula seja adequada e não comedogênica. A cor pode ajudar a uniformizar marcas e oferecer proteção adicional contra luz visível, especialmente em pessoas com alterações pigmentares. Posso substituir o protetor por maquiagem com FPS? Em geral, não. A quantidade de maquiagem aplicada costuma ser menor do que a necessária para alcançar a proteção declarada. Ela pode complementar, mas não deve ser considerada substituta automática do protetor. Protetor em pó funciona para pele oleosa? Ele pode ser útil para retoques e para reduzir o brilho, mas é difícil aplicar uma quantidade uniforme suficiente como única proteção. Prefiro usá-lo como complemento de uma primeira camada adequada. Preciso usar protetor solar dentro de casa? Depende da exposição, especialmente da proximidade de janelas e dos períodos ao ar livre durante o dia. Como a rotina inclui deslocamentos e exposições não planejadas, o uso diário pela manhã costuma ser uma estratégia prática. O protetor deve ser reaplicado sobre a maquiagem? Quando há exposição relevante, a reaplicação continua necessária. Bastões, pós e fórmulas compatíveis com maquiagem podem facilitar o retoque, mas é preciso espalhar de forma uniforme e evitar depender de uma camada quase imperceptível. Pele oleosa precisa de hidratante antes do protetor? Nem sempre. Algumas fórmulas de protetor já oferecem hidratação suficiente. Entretanto, tratamentos para acne podem sensibilizar a barreira e criar necessidade de um hidratante leve. A resposta depende da pele e da rotina. Por que o protetor esfarela? O esfarelamento pode acontecer pela incompatibilidade entre produtos, excesso de camadas, quantidade inadequada de algum cosmético ou atrito durante a aplicação. Espere as etapas acomodarem e simplifique a rotina para identificar a causa. Protetor solar clareia marcas de acne? Ele não funciona como clareador isolado, mas ajuda a evitar que a radiação escureça ou prolongue algumas marcas. O tratamento da hiperpigmentação pode exigir outros ativos e avaliação dermatológica. O sol melhora a acne? Não é uma estratégia de tratamento. O bronzeamento pode mascarar temporariamente a vermelhidão, mas a radiação causa danos e pode acentuar manchas. Alguns tratamentos para acne também aumentam a sensibilidade da pele. Quando procurar uma dermatologista? Procure avaliação quando a acne é persistente, dolorosa, deixa cicatrizes ou piora mesmo com cuidados adequados. Também é importante consultar se todos os protetores provocam ardência, coceira ou lesões, pois pode existir sensibilidade ou outra condição associada. Proteção que cabe na rotina O protetor solar ideal para pele oleosa não é necessariamente o mais seco ou o mais caro. É aquele que oferece proteção adequada, respeita a sensibilidade da pele e permite aplicação em quantidade suficiente sem gerar desconforto. Nas unidades de São Caetano do Sul e Vila Nova Conceição, avaliamos a oleosidade, a acne, as marcas e os tratamentos em uso para montar uma rotina mais simples e possível de manter. Unidade São Caetano do Sul Rua Monte Alegre, 110 — Bairro Santo Antônio São Caetano do Sul — SP — CEP 09531-110 Unidade Vila Nova Conceição Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 509 — Vila Nova Conceição São Paulo — SP — CEP 04544-001 WhatsApp: (11) 96033-0828 Referências American Academy of Dermatology — How do I know if I’m using the right sunscreen? American Academy of Dermatology — How to control oily skin American Academy of Dermatology — Moisturizer: Why you may need it if you have acne American Academy of Dermatology — I have acne! Is it okay to wear makeup? Dra. Leilane Velloni Catricala Médica Dermatologista CRM-SP 151.911 | RQE Dermatologia 73.960 Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Conteúdo informativo. A avaliação médica individual é necessária para diagnóstico e indicação de tratamento.

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