A vitamina D ajuda o organismo a absorver cálcio e participa da saúde óssea, muscular, imunológica e cutânea. Níveis baixos podem ocorrer sem sintomas específicos e não devem ser diagnosticados apenas por cansaço, dor no corpo ou queda de cabelo. O exame mais usado para avaliar o estado da vitamina D é a 25-hidroxivitamina D, mas ele não precisa ser solicitado de rotina para toda pessoa saudável. A indicação depende da idade, dos fatores de risco, das doenças associadas e da avaliação médica.
Uma consulta médica ajuda a:
O principal benefício é substituir a automedicação por uma conduta compatível com o diagnóstico e o risco individual.
As duas unidades da Clínica Leilane Catricala apresentam avaliação média total de 5,0 estrelas no Google, com 633 avaliações em São Caetano do Sul e 298 avaliações na Vila Nova Conceição, conforme os respectivos Perfis da Empresa consultados em 28/09/2026. As quantidades podem mudar à medida que novas avaliações são publicadas.
As avaliações representam experiências relatadas sobre a clínica como um todo. Não garantem resultado individual nem substituem a consulta médica.
Este conteúdo é revisado pela Dra. Leilane Velloni Catricala, médica dermatologista, CRM-SP 151.911 e RQE Dermatologia 73.960, com Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
A clínica conta ainda com dermatologistas que avaliam doenças da pele, cabelos e unhas, incluindo a Dra. Glaucia Pereira Christo Antonioli, CRM-SP 168.157 e RQE Dermatologia 81.608; a Dra. Mônica de Abreu Vasconcelos Barata, CRM-SP 153.118 e RQE Dermatologia 89.796; e a Dra. Taisa Godoy Guzzela, CRM-SP 212.232 e RQE Dermatologia 111.982.

Dra. Leilane Velloni Catricala — Médica Dermatologista — CRM-SP 151.911 — RQE Dermatologia 73.960.
A vitamina D é um nutriente lipossolúvel e também atua como hormônio. Sua função mais conhecida é favorecer a absorção intestinal de cálcio e fósforo, contribuindo para a mineralização dos ossos. Ela também participa da função muscular, da regulação imune e de processos de crescimento e diferenciação celular.
Na pele, a vitamina D e seu receptor participam da diferenciação dos queratinócitos, da barreira cutânea e da resposta imunológica. Isso ajuda a explicar por que a vitamina D é estudada em dermatite atópica, psoríase, alopecias e outras doenças. Porém, participar da fisiologia da pele não significa que tomar vitamina D trate qualquer problema dermatológico.

Representação artística da síntese cutânea de vitamina D. A imagem é educativa e não substitui uma ilustração histológica nem demonstra resposta a tratamento.
A deficiência pode ser assintomática. Quando é importante ou prolongada, pode se associar a:
Cansaço, desânimo, dores inespecíficas e queda de cabelo têm muitas causas possíveis. Esses sintomas, isoladamente, não confirmam falta de vitamina D.
O risco pode aumentar em pessoas com pouca exposição solar, idosos, indivíduos com pele mais pigmentada, pessoas que cobrem grande parte da pele, pacientes com obesidade, doenças de má absorção intestinal, cirurgia bariátrica, doença renal ou hepática e uso de alguns medicamentos.
Mesmo nesses grupos, a decisão de testar ou suplementar deve considerar o contexto clínico. Diretrizes recentes também diferenciam prevenção em pessoas saudáveis de tratamento de pacientes com deficiência ou condições específicas.
O exame utilizado para avaliar o estado da vitamina D é a 25-hidroxivitamina D, também escrita como 25(OH)D. A forma ativa, 1,25-di-hidroxivitamina D, não é o exame de rotina para detectar deficiência, pois pode permanecer normal ou elevada em algumas situações de estoque baixo.
O resultado precisa ser interpretado com o método do laboratório, a idade, o risco clínico e as condições associadas. Não existe um único número que defina a melhor meta para toda pessoa e para todo desfecho de saúde.
A diretriz de 2024 da Endocrine Society não recomenda rastreamento rotineiro de 25(OH)D em adultos saudáveis sem indicação estabelecida. Já documentos laboratoriais e clínicos podem usar faixas diferentes para grupos de risco. Por isso, comparar apenas o valor com conteúdos da internet pode levar a tratamento desnecessário.
Os pontos de corte variam entre organizações e populações. O NIH, com base na National Academies dos Estados Unidos, descreve risco de deficiência abaixo de 12 ng/mL, possível inadequação entre 12 e 20 ng/mL e suficiência para a maioria das pessoas a partir de 20 ng/mL. No Brasil, posicionamentos laboratoriais têm considerado valores acima de 20 ng/mL desejáveis para a população saudável até 60 anos e faixas mais altas para determinados grupos de risco.
Essas diferenças não devem ser resolvidas escolhendo o maior número. O médico interpreta o exame de acordo com o motivo da solicitação e evita perseguir níveis elevados sem benefício comprovado.
Estudos observacionais encontraram níveis baixos de vitamina D com frequência em algumas alopecias, principalmente alopecia areata e alopecia androgenética feminina. Uma revisão sistemática publicada em 2024 encontrou associação, mas também heterogeneidade importante entre os estudos.
Associação não prova que a deficiência seja a única causa, nem que suplementar uma pessoa com nível adequado faça o cabelo crescer. Queda de cabelo pode decorrer de eflúvio telógeno, alopecia androgenética, doenças autoimunes, inflamação do couro cabeludo, alterações hormonais, deficiência de ferro, medicamentos ou outros fatores.
Quando existe deficiência documentada, corrigi-la pode integrar o plano terapêutico. A investigação capilar deve continuar direcionada ao diagnóstico. Leia também: queda de cabelo é falta de qual vitamina? e tricologista e queda de cabelo: causas, exames e tratamentos.

Representação artística de folículos capilares e sinalização celular. Níveis baixos de vitamina D podem coexistir com algumas alopecias, mas a imagem não representa eficácia de suplementação.
Pesquisas investigam a relação entre vitamina D, barreira cutânea e inflamação. Uma revisão sistemática com ensaios clínicos encontrou possível redução da gravidade da dermatite atópica em alguns participantes, mas os estudos variaram em idade, dose, duração e nível inicial de vitamina D.
Isso não torna a suplementação um tratamento universal para dermatite. Hidratação, identificação de gatilhos, medicamentos tópicos e terapias sistêmicas quando indicadas continuam dependendo da avaliação dermatológica. A vitamina D pode ser corrigida quando existe deficiência ou outra indicação clínica.

Representação artística da barreira epidérmica, dos queratinócitos e da comunicação imune da pele.
Derivados tópicos da vitamina D são medicamentos utilizados em determinados casos de psoríase sob orientação médica. Eles não são equivalentes a cápsulas de vitamina D.
Meta-análises de suplementação oral não demonstraram melhora consistente da gravidade da psoríase. Pessoas com psoríase podem apresentar níveis mais baixos em estudos observacionais, mas isso não prova que megadoses orais tratem a doença.
Não há base para indicar vitamina D oral como tratamento isolado de acne, melasma, manchas ou envelhecimento da pele. Essas condições têm mecanismos diferentes e exigem diagnóstico próprio.
Corrigir uma deficiência é uma medida de saúde, mas não substitui fotoproteção, rotina de cuidados, medicamentos ou procedimentos dermatológicos indicados para cada problema. Evite produtos que prometem clareamento, rejuvenescimento ou controle da acne apenas por conter vitamina D.
O organismo produz vitamina D na pele após exposição à radiação ultravioleta B. Ela também está presente em alguns alimentos e suplementos.
Fontes alimentares incluem:
Poucos alimentos contêm naturalmente grandes quantidades. Ainda assim, a orientação não deve estimular exposição solar sem proteção como tratamento. A radiação ultravioleta é um fator de risco estabelecido para câncer de pele e fotoenvelhecimento.

Representação artística de fontes alimentares e etapas do metabolismo da vitamina D. A composição não define porções nem doses.
Não existe um tempo universal seguro. A produção varia com horário, estação, latitude, tom de pele, idade, área exposta, roupas, nuvens e uso de fotoproteção. Recomendações fixas, como “15 minutos para todos”, ignoram essas diferenças.
A exposição solar intencional sem proteção não é recomendada como estratégia médica genérica. Pessoas com risco de deficiência podem receber orientação alimentar, avaliação clínica e suplementação quando apropriada, sem aumentar desnecessariamente o dano solar acumulado.
A suplementação pode ser indicada para tratar deficiência, atender necessidades de grupos específicos ou prevenir complicações em contextos definidos. A dose e a duração dependem de idade, resultado do exame quando indicado, alimentação, doenças, absorção intestinal, função renal, medicamentos e risco de toxicidade.
Em adultos saudáveis com menos de 75 anos, a Endocrine Society sugere não usar doses acima da ingestão dietética de referência apenas com o objetivo de prevenir doenças. A mesma diretriz aponta situações populacionais específicas em que a suplementação empírica pode ser considerada, sem transformar isso em prescrição individual.
As duas formas podem elevar a 25(OH)D. A vitamina D3, ou colecalciferol, tende a produzir aumento mais sustentado em alguns estudos, enquanto a vitamina D2 é chamada ergocalciferol. A escolha depende do produto disponível, da indicação e da prescrição.
Mais importante do que escolher uma forma pela propaganda é usar dose adequada, produto regularizado e acompanhamento quando necessário.
Para adultos com indicação de suplementação, diretrizes recentes tendem a favorecer doses diárias menores em vez de doses muito altas e espaçadas, especialmente em pessoas com 50 anos ou mais. O esquema exato depende do motivo do tratamento e da avaliação médica.
Não use ampolas, megadoses ou protocolos encontrados na internet. Doses elevadas podem permanecer no organismo e aumentar o risco de toxicidade.
Sim. A toxicidade geralmente resulta do uso excessivo de suplementos, não da exposição solar habitual. O excesso pode provocar hipercalcemia e hipercalciúria, com sintomas como:
O risco aumenta quando diferentes suplementos repetem vitamina D ou quando altas doses são tomadas por tempo prolongado sem acompanhamento.

Representação artística do equilíbrio entre suplementação indicada e risco de excesso. Não contém orientação de dose.
Pessoas com doença renal, histórico de cálculo renal, hiperparatireoidismo, sarcoidose, outras doenças granulomatosas, alterações do cálcio ou uso de certos medicamentos precisam de avaliação individual. Gestantes, crianças e idosos também não devem receber doses de adultos por conta própria.
Leve à consulta uma lista ou fotografia de todos os suplementos. Muitos multivitamínicos, produtos para cabelo, fórmulas manipuladas e suplementos de cálcio já contêm vitamina D.
Procure avaliação quando houver suspeita de deficiência associada a fator de risco, dor óssea, fraqueza muscular, fraturas, doença de má absorção ou uso prolongado de medicamentos que alteram o metabolismo ósseo.
No contexto dermatológico, marque consulta diante de queda capilar persistente, falhas, inflamação do couro cabeludo, dermatite de difícil controle ou lesões de pele que não melhoram. Procure atendimento rapidamente se, durante suplementação, surgirem vômitos persistentes, confusão, muita sede, aumento importante da urina, palpitações ou fraqueza acentuada.
Ela participa da absorção de cálcio e fósforo, da saúde óssea e muscular e de funções imunológicas e celulares.
É a dosagem de 25-hidroxivitamina D, ou 25(OH)D. A forma ativa não é usada de rotina para diagnosticar deficiência.
Não. Diretrizes recentes não recomendam rastreamento de rotina em adultos saudáveis sem indicação clínica.
Pode coexistir com sintomas inespecíficos, mas sono e cansaço têm muitas causas. O sintoma isolado não confirma deficiência.
Pode estar associada a algumas alopecias, mas não explica toda queda. É preciso diagnosticar o tipo de perda capilar e outros fatores.
Corrigir deficiência pode fazer parte do cuidado, porém não há evidência de que doses altas façam crescer cabelo em qualquer pessoa.
Ela participa da fisiologia cutânea, mas não é tratamento genérico para acne, manchas, dermatite, psoríase ou envelhecimento.
Algumas recomendações populacionais não exigem exame prévio, mas tratamento de deficiência e doses altas devem ser individualizados. Não use megadoses por conta própria.
Os pontos de corte variam conforme a organização e o grupo clínico. O resultado deve ser interpretado conforme o motivo do exame, não como uma meta isolada.
Algumas referências consideram 20 ng/mL suficiente para a maioria das pessoas, enquanto grupos de risco podem receber interpretação diferente. Converse com o médico que solicitou o exame.
D2 é ergocalciferol e D3 é colecalciferol. Ambas podem elevar a 25(OH)D; a D3 tende a manter níveis por mais tempo em alguns estudos.
Não há evidência de que a suplementação, na dose indicada, cause ganho de peso por si só.
Ela participa da função imunológica, mas isso não significa que doses altas previnam ou curem infecções em qualquer pessoa.
Pode, quando essa é a orientação adequada. O esquema depende da necessidade e da dose total; doses diárias menores costumam ser preferidas em muitos contextos.
Hipercalcemia, cálculo renal, lesão renal, alterações neurológicas e arritmias, entre outras complicações.
Na prática, o uso habitual de protetor não costuma bloquear completamente a produção. A fotoproteção permanece essencial para reduzir câncer de pele e fotoenvelhecimento.
Não. Câmaras de bronzeamento expõem a radiação ultravioleta e aumentam o risco de câncer de pele. Não são tratamento para deficiência.
Conteúdo revisado por Dra. Leilane Velloni Catricala
Médica Dermatologista — CRM-SP 151.911 — RQE Dermatologia 73.960
Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia
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Unidade Vila Nova Conceição
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