Perder urina ao tossir, correr ou rir e sentir ressecamento, ardor ou dor durante a relação são queixas frequentes, mas não são um diagnóstico único. Podem surgir após o parto, durante a transição para a menopausa ou por alterações do assoalho pélvico. A avaliação ginecológica identifica a causa e permite comparar laser, fisioterapia, medicamentos, tratamentos hormonais e outras alternativas.
Na Clínica Leilane Catricala, a avaliação é realizada pela Dra. Barbara Viegas Moura, ginecologista, CRM-SP 168.037, RQE 71.235, com atuação em uroginecologia e disfunções do assoalho pélvico. O atendimento ocorre em Vila Nova Conceição, São Paulo, e São Caetano do Sul.
A escolha do tratamento começa pelo diagnóstico: perda urinária, ressecamento e dor podem ter causas diferentes e exigir estratégias diferentes.
O laser vaginal com Er:YAG tem sido estudado como uma opção minimamente invasiva para incontinência urinária de esforço leve ou moderada e para sintomas da síndrome geniturinária da menopausa, como ressecamento, ardor e desconforto durante a relação.
Os resultados científicos ainda são inconsistentes. Há estudos controlados com benefício e outros sem superioridade em relação ao procedimento simulado. Diretrizes atuais consideram o uso para sintomas da menopausa experimental fora de estudos clínicos. A paciente deve conhecer essa incerteza antes de decidir.
É a perda de urina associada ao aumento de pressão no abdômen, por exemplo ao tossir, espirrar, rir, pular, correr ou levantar peso. É o tipo mais estudado com laser vaginal.
Ocorrem quando há urgência súbita, aumento da frequência urinária ou dificuldade de chegar ao banheiro. O tratamento é diferente e o laser não deve ser apresentado como solução automática.
Combina sintomas de esforço e urgência. É necessário identificar qual componente predomina.
Infecção urinária, prolapso, retenção urinária, diabetes, medicamentos e doenças neurológicas também podem interferir. Por isso, “escape de urina” não basta para indicar um procedimento.
O protocolo utiliza o Er:YAG do Fotona SP Dynamis NX em modo térmico não ablativo. A energia é distribuída de maneira controlada na mucosa vaginal e em áreas selecionadas pela ginecologista. O aquecimento busca estimular remodelação do colágeno e modificar temporariamente propriedades do tecido de suporte.
O procedimento não “levanta a bexiga”, não fortalece músculos diretamente e não substitui cirurgia quando existe indicação cirúrgica. Sua proposta é atuar no tecido conjuntivo; os músculos do assoalho pélvico são tratados principalmente com exercícios e fisioterapia.
Ensaios clínicos randomizados com Er:YAG apresentaram resultados diferentes:
Esses resultados permitem considerar a técnica em casos selecionados após decisão compartilhada, mas não garantem cura. Ainda faltam dados mais consistentes sobre duração do efeito, necessidade de manutenção e comparação com tratamentos estabelecidos.
Sim. O treinamento supervisionado dos músculos do assoalho pélvico é uma opção inicial importante para incontinência de esforço. Hábitos, controle de peso, ajuste de atividades, manejo de constipação e avaliação de tosse crônica também podem fazer parte do plano.
Laser e fisioterapia atuam de maneiras diferentes. Dependendo do caso, a ginecologista pode indicar fisioterapia isolada, laser, combinação de tratamentos ou encaminhamento para avaliação cirúrgica.
Nem sempre. A lubrificação durante a atividade sexual depende de excitação, hormônios, medicamentos, estado emocional, dor e qualidade da mucosa. Já o ressecamento persistente pode fazer parte da síndrome geniturinária da menopausa, que também pode causar ardor, irritação, dor na relação, urgência e sintomas urinários.
A avaliação pode incluir:
Alguns estudos relatam melhora de ressecamento, ardor e dor, porém revisões sistemáticas classificam a certeza da evidência como baixa. A diretriz de 2025 da AUA/SUFU/AUGS afirma que as evidências não sustentam o uso rotineiro de laser CO2, Er:YAG ou radiofrequência para sintomas da síndrome geniturinária da menopausa e considera essas terapias experimentais fora de estudos clínicos.
Lubrificantes, hidratantes vaginais e terapias hormonais ou não hormonais podem ter indicação conforme o quadro. O laser não deve ser vendido como substituto universal desses tratamentos.
Após avaliação, o aplicador é introduzido no canal vaginal e a energia é distribuída em etapas planejadas. O procedimento costuma ser ambulatorial. Muitas pacientes relatam calor ou desconforto leve, mas a sensibilidade varia. A necessidade de anestesia é definida individualmente; não deve ser tratada como obrigatória em todos os protocolos.
O número e o intervalo das sessões dependem da indicação e do protocolo. Estudos frequentemente utilizam duas ou três sessões espaçadas, mas isso não significa que todas as pacientes precisem da mesma sequência.
Pode haver sensibilidade, ardor, leve edema ou secreção aquosa transitória. A médica orientará quando retomar relações sexuais, exercícios e uso de produtos vaginais. Procure a equipe diante de dor intensa ou persistente, sangramento relevante, secreção com odor, febre, dificuldade para urinar ou sinais de infecção.
Embora eventos graves sejam incomuns nos estudos, órgãos como a FDA e o ACOG alertam que procedimentos vaginais com energia podem causar queimaduras, cicatrizes, dor sexual e dor persistente. A indicação, a técnica e o acompanhamento precisam ser médicos.
O laser pode ser adiado ou contraindicado em gestação, infecção genital ou urinária ativa, sangramento sem diagnóstico, lesões suspeitas, ferida recente e outras situações identificadas no exame. Prolapso importante, incontinência grave, retenção urinária ou sinais neurológicos exigem investigação própria.
Não é possível prometer cura. Alguns estudos mostram melhora em mulheres com incontinência de esforço leve ou moderada; outros não encontram vantagem sobre o placebo. O benefício individual e sua duração são incertos.
Essa apresentação sugere incontinência de esforço, o tipo mais estudado. Mesmo assim, o diagnóstico e a gravidade precisam ser confirmados antes da indicação.
Não. A fisioterapia e o treinamento muscular têm papel próprio. O laser atua no tecido conjuntivo e pode ser considerado dentro de um plano, quando a paciente compreende as limitações da evidência.
Algumas pacientes relatam melhora de ressecamento e conforto, mas lubrificação sexual e saúde da mucosa não são exatamente a mesma coisa. É essencial investigar hormônios, medicamentos, excitação, dor e doenças locais.
Nos Estados Unidos, a FDA não aprovou dispositivos de energia para “rejuvenescimento vaginal”, sintomas da menopausa, incontinência urinária ou problemas sexuais. A disponibilidade regulatória varia entre países e não substitui a avaliação da qualidade das evidências para cada indicação.
Protocolos de estudos costumam usar duas ou três sessões, geralmente espaçadas. A quantidade não deve ser definida antes do diagnóstico e da avaliação da resposta.
O valor depende da indicação, do protocolo e do número de sessões. A clínica fornece orçamento individual após consulta, sem vincular o preço a promessa de resultado.
A Dra. Barbara Viegas Moura — CRM-SP 168.037, RQE 71.235 — é ginecologista, formada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, com residência no Hospital Santa Marcelina, aperfeiçoamento em uroginecologia, disfunções do assoalho pélvico e estética íntima, além de atuação assistencial na FMABC.
Na consulta, o objetivo é identificar o tipo de perda urinária ou a causa do desconforto vaginal, apresentar alternativas e decidir junto com a paciente se o laser faz sentido no caso concreto.
Conheça também rejuvenescimento íntimo a laser com Fotona, laser para cicatrizes ginecológicas e clareamento íntimo com Fotona StarWalker.
Conteúdo informativo. Não substitui consulta, exame ginecológico ou avaliação do assoalho pélvico. Resultados e riscos variam. O texto deve ser revisado e aprovado pela médica responsável antes da publicação.